DACTe: o que é e para que serve?

30/ 07/ 2020

Você sabe o que é e para que serve o DACTe (Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico)? Pois bem, se a sua empresa emite o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), é provável que já tenha conhecimento sobre o DACTe.

Até porque, estar com todos os documentos fiscais em dia e em mãos é muito importante para o sucesso da operação de qualquer instituição e nós acreditamos que você se preocupa com isso, não é mesmo?

Afinal, você não quer ter dores de cabeça com problemas de fiscalização devido à falta de documentos, concorda?

Porém, ainda devem existir muitas dúvidas sobre esse documento. Por isso, no artigo de hoje, vamos responder todas as suas perguntas a respeito desse título tão importante, sobretudo para as empresas que realizam o transporte de carga no Brasil. Acompanhe!

O que é o DACTe?

Podemos definir o DACTe como a nota fiscal das transportadoras. Isto é, quando uma transportadora vai enviar um produto de uma empresa para outra, ela emite o documento com informações sobre a operação que está sendo realizada.

O DACTe nada mais é que uma versão resumida do CTe e adaptada para impressão. 

Esse documento deve ser impresso antes da mercadoria ser transportada e deve conter, obrigatoriamente, as seguintes informações: 

  • Dados do emitente do CTe;
  • CFOP – natureza da prestação de serviço;
  • Informações do remetente;
  • Informações do destinatário;
  • Quando o CTe foi autorizado;
  • Número de protocolo da autorização.

Para que serve o DACTe?

De maneira resumida, podemos apontar 3 finalidades essenciais do DACTe: 

  • carrega a chave de acesso para consulta ao CT-e;
  • acompanha a mercadoria transportada, fornecendo informações básicas sobre o transporte, como emitente, destinatário e valor da carga;
  • auxilia a escrituração da atividade de transporte, especialmente quando a empresa contratante não é obrigada a emitir documentos fiscais, como o NF-e.

Existem diferenças entre CTe e DACTe?

Como dissemos, o DACTe é uma representação impressa e simplificada do CT-e. 

Ele não substitui de forma alguma o arquivo XML do CT-e, servindo apenas como um documento auxiliar que contém as informações do CT-e emitido.

Pois como o CTe é um documento de existência 100% digital, não é possível imprimir e levá-lo durante a viagem. 

Por essa razão, foi criado esse registro, que acompanha a carga até o destino.

Quem pode e como emitir o DACTe? 

O DACTe deve ser impresso pelos contribuintes emitentes de CTe, ou seja, as transportadoras, que têm como responsabilidade emitir e entregar o documento ao responsável pelo transporte.

Além disso, cabe ressaltar que a impressão deve ocorrer antes do início da prestação do serviço, uma vez que o documento deve acompanhar a carga durante toda a viagem.

Mas como emitir o documento? Preciso de algum software especial? Essa é uma dúvida muito comum, mas saiba que é bem simples gerar a declaração.

O mais indicado é realizar o procedimento por meio do mesmo sistema em que é gerado o CT-e. Ou seja, não é necessário investir em outro programa.

O próprio sistema transfere os dados automaticamente, gera a chave de 44 dígitos e o código de barras.

Qual a importância do código de barras impresso no documento? 

A impressão dos códigos de barras no documento tem a finalidade de facilitar e agilizar a captura da Chave de Acesso da NF-e pelos leitores de código de barra, para consulta nos portais estaduais e da Receita Federal do Brasil.

Como proceder em caso de extravio do DACTe?  

Nos casos em que o certificado for perdido ou rasurado, será necessário imprimir um novo documento. Para isso, basta acessar o seu arquivo .PDF e realizar uma nova impressão.

Entretanto, vale lembrar que a mercadoria não pode ser transportada sem o documento.

Devo guardar o documento impresso?

Não é necessário guardar o documento, pois todas as informações sobre o transporte estão no CTe.

Ficou claro para você o que é DACTE? Continue atualizado sobre as novidades do setor de logística em nosso blog.

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O que é B2B?

As expressões B2B e B2C determinam o tipo de cliente para o qual um produto ou serviço é destinado. No caso do B2B (Business to Business), as transações são feitas entre duas empresas. Ou seja, uma empresa que presta serviço ou vende algo para outra. Já o B2C (Business to Commerce) a venda é feita para o consumidor final, tendo como objetivo apenas o consumo. 

Para o modelo B2B pode-se definir como um negócio de empresa para empresa, em que uma é o fornecedor e a outra é o cliente. O principal fator que difere o que é B2B do modelo B2C está justamente no tipo de cliente que adquire o produto ou serviço. A escolha entre B2B ou B2C é de extrema importância, pois determina ainda quais serão as estratégias adotadas para estabelecer um relacionamento com os clientes e aumentar as vendas. 

Quando se trata do transporte, podemos encontrar algumas diferenças para as empresas que trabalham com um tipo de modelo ou com o outro. 

  • Os transportes em B2B geralmente ocorrem levando-se em consideração um certo nível de “urgência” para atendimento aos clientes. Isto ocorre devido a possibilidade da entrega do pedido dentro do prazo ser um requisito para que a produção do cliente não seja interrompida por falta de materiais. A modalidade business to business possui uma tendência para pedidos maiores no formato de lotação. Porém, entende-se também que o transporte de cargas fracionadas para o B2B possa ser uma modalidade interessante para que as empresas facilitem os processos de entregas, ainda mais com cargas que não ocupam todo espaço do veículo. Isso facilitará o sistema de distribuição de suas mercadorias de modo a reduzir os seus respectivos custos e mantendo-se toda a qualidade e segurança necessária. Vale lembrar que uma das mais relevantes vantagens do transporte de cargas fracionadas refere-se aos custos dos fretes nessa modalidade, que por sua vez, costumam ser mais em conta dado que os mesmos são divididos entre os clientes que estão sendo atendidos, diminuindo assim, os custos das operações.
  • Os transportes em B2C trabalham, na maioria das vezes, com cargas de pequeno porte e em maior número. Este fato torna possível o aproveitamento da melhor forma a capacidade da frota, destinando mais de um veículo para a realização das entregas. Dessa forma, os fretes podem ser diferenciados em fracionados ou enquadrados na modalidade lotação, ambos buscando a forma mais eficaz para a otimização da operação. 

Devido a estas diferenças, não podemos definir um modelo de transporte “único” que seja o ideal para cada um destes dois tipos de atendimento. No caso dos modelos B2B, em cada tipo de negócio existem particularidades relacionadas ao tipo de produto, atendimento, demanda, especificações técnicas e necessidade de reposição que deverão ser levados em consideração no momento da opção do tipo de transporte. Por sua vez, o modelo B2C, apesar de ter uma tendência para atuação com modelos de transportes fracionados, também poderá optar por transportes via lotação de acordo com as especificações do transporte a ser realizado.

A Picorelli Transportes possui foco no atendimento ao mercado B2B. Se sua empresa precisa de prazo e comprometimento, veja nossas cidades atendidas pelo nosso site e entre em contato! 

Fonte:

BSOFT, Confira o que é o modelo de distribuição B2B e suas especificações; Disponível em: https://bsoft.com.br/blog/distribuicao-b2b/Acesso em 02 de maio de 2021



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